Lei Cultura Viva - Participe da mobilização!

postado em 09/06/2014 10:05 por Chico Simões   [ 09/06/2014 10:26 atualizado‎(s)‎ ]

https://madmimi.com/p/595ee4

Participe da mobilização!

Ligue e mande email para os parlamentares, principalmente do seu estado e os que voce e sua rede tenham diálogo, pedindo empenho na aprovação do projeto da Lei Cultura Viva e Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil.

Entrevista para Encontro dos Povos da Chapada

postado em 09/05/2014 05:05 por Chico Simões   [ 10/05/2014 06:23 atualizado‎(s)‎ ]

O palhaço que brinca com bonecos

Teatro de mamulengos encanta o público de São Jorge e o palhaço Mateus, criado por Chico Simões, diz se sentir realizado com a generosidade do público

por Giovanna Beltrão

Palhaço Mateus em cena: imaginário e realidade misturados Foto: Vivian Scaggiante

Um teatro onde os personagens são bonecos. Mamulengos. Todos eles manejados por um palhaço: Mateus, criação de Chico Simões. Começando sua apresentação às 18h40 desta quarta-feira, 29 de julho, no Espaço Seu Tilú, Mateus provocou risadas e encantamento em crianças, adultos e idosos que foram ver a performance do Teatro Mamulengo Presepada. Durante uma hora, a brincadeira improvisada do palhaço que movimentava os bonecos atrás da cortina prendeu os olhos da plateia no centro do picadeiro. Acompanhado pelo som de um zabumbeiro, um rabequeiro e um triangulista, Mateus usou fatos do cotidiano e o imaginário popular para contar uma de suas muitas histórias.

A plateia já começava a se divertir com as mágicas e piadas do palhaço antes mesmo dos bonecos entrarem em cena. Quando os mamulengos apareceram, o público ficou atento para entender o que viria pela frente. Interagindo com as pessoas que assistiam os bonecos brincarem, Mateus contou a história do vaqueiro Benedito e de Margarida Muito Prazer da Satisfação, um casal que esperava o primeiro filho. No enredo, os personagens Capitão João Redondo, pai de Margarida era contra o casamento da filha; e Tião Pescoção, pai de Benedito estava feliz em ter um neto. O boi Estrela, a cobra Anaconda e a caveira Jaraguá uniam o imaginário popular aos acontecimentos corriqueiros da vida dos personagens.

Após o espetáculo, conversei com o palhaço Mateus, que desmontava sua fantasia, tirava sua maquiagem e voltava a ser Chico Simões enquanto respondia as perguntas. No entanto, o que ficou marcado nessa entrevista foi a alma de um palhaço que se sente realizado a cada vez que brinca com seus bonecos e vê a alegria e o encantamento estampado nos olhos de quem o assiste. Essa conversa você acompanha abaixo.

Mateus, em relação aos bonecos, é você quem os faz?

Não. Os bonecos vêm de muito, muito tempo. Muito antes das pessoas. Eu nem consigo falar sobre os bonecos. O que eu posso falar sobre eles é que quando as pessoas existiram, os bonecos já existiam há muito tempo. E esses bonecos [os dele] também, quando eu nasci eles já existiam, já brincavam muito, já vinham há muito tempo brincando. Eu recebi esses bonecos dos meus mestres e estou brincando com eles. Qualquer hora eu vou parar e eles vão continuar. Então, eu acho que os bonecos podem falar mais sobre a gente do que a gente sobre eles.

E os personagens da história que você contou hoje? Fale um pouco sobre eles.

Os personagens são esse povo "brasileiríssimo". São personagens bem típicos do povo brasileiro e que se envolvem em situações muito parecidas com as situações que o povo vive, tanto nas suas alegrias, nas suas festas, quanto nos seus problemas e nas suas maneiras de procurar resolver os problemas. Eu acho que é por isso que o público se identifica tanto, porque são personagens muito comuns a qualquer público no Brasil. E se estiver fora do Brasil, com certeza os bonecos vão tratar de coisas universais, como a mulher ficar grávida e ter o filho, o casal cuidar de um filho. Em qualquer lugar do mundo o público vai entender isso, vai se identificar.

Havia personagens folclóricos na história, como o boi e a caveira. Como você concebeu essa questão de juntar o real e o imaginário?

Olha, pra mim não é folclórico. Esses são personagens da cultura brasileira. Do mesmo jeito que um dia Shakespeare criou Romeu e Julieta, e eles não são folclóricos; o boi foi criado por alguém anônimo ou pelo povo brasileiro. Então, eles também não são folclore. Para mim folclore é a maneira como o estrangeiro vê o que eu faço. Eu não posso considerar o que eu faço como folclore, o que eu faço é arte, é teatro, é vida. Então não é folclore. Agora, existem personagens que são do mundo da mitologia, do imaginário mesmo. Existem os animais e existem os humanos como personagens, porque na verdade são todos bonecos. Nós estamos falando de mamulengos. Como na nossa vida também existem as histórias que são do imaginário. Nós existimos como seres reais e têm os animais; é como a vida mesmo. Para mim, não existe essa distinção entre folclore e teatro.

E não te preocupa que as crianças tenham medo, por exemplo, da caveira?

Muito pelo contrário. Se as crianças não tiverem medo da morte elas vão morrer. Nós só existimos porque nós temos medo. O medo é que nos ajuda a dar a medida das coisas. O medo é importante, o medo é necessário. O pânico, o pavor não. Isso aí é um problema. Então, se no meio de 500 crianças tem uma que tem pânico, é até bom por que a gente identifica: "Olha, aquela criança está com algum problema". E isso precisa ser tratado. Mas aquele medo causado pela surpresa, esse medo é até divertido. E é importante ter medo. Do mesmo jeito que é importante também ter coragem. Então é uma medida. Eu tinha muito medo de palhaço, de circo, de cigano e de parque de diversões. Quando eu era criança, eu me escondia debaixo da cama quando eu via essas coisas. Ao mesmo tempo, ali tinha um encantamento, uma curiosidade tão grande que depois que eu cresci eu me aproximei e hoje eu amo circo, eu amo ciganos, amo parque de diversões, amo tudo isso.  

O que você faz quando uma criança tem medo de palhaço?

Eu digo: "Muito bem, porque eu também tenho medo" (risos). Eu morro de medo, do Bozo, do Ronald Mcdonald. Desses palhaços pasteurizados aí, eu morro de medo. Isso é triste. Agora, o que é o palhaço? O palhaço, na sua origem, essencialmente, é o lado grotesco do ser humano. Ele é um bêbado, por isso que ele tem o nariz vermelho. A bochecha dele é vermelha porque ele está com frio. As roupas dele são rasgadas, são diferentes: ou apertadas, ou folgadas. Isso porque são roupas de outras pessoas. É o Charles Chaplin, é o vagabundo. O palhaço é um vagabundo. É natural, as crianças podem ter medo dos vagabundos. São personagens que existem e são seres humanos também. O palhaço é como a alma do ser humano. Agora, infelizmente, o comércio se esqueceu disso, da poesia do palhaço, ele foi banalizado. Às vezes, a criança tem medo da máscara, da pintura. Não tem nenhum problema. Eu procuro chegar muito devagar, eu olho o público e vou chegando muito devagar. Às vezes eu faço a pintura na frente das pessoas. Existem várias maneiras de ir amortizando, trabalhando essa relação. Mas é natural ter medo. Não tem nenhum problema não.

E quando você apresenta e as crianças participam, brincam e te aplaudem; você se sente realizado?

Eu me sinto. Porque o público é muito generoso. O povo sai de casa, vem pra um lugar e permite que eu me apresente pra ele. Isso é uma generosidade muito grande da parte das pessoas. Eles  tomam um tempo da vida deles para ver o que eu vou fazer, algo que eles nem sabem o que é. Eles me dão um crédito muito grande. Então, eu já começo agradecendo o público e procuro dar o melhor de mim para não ofender esse público, para não desrespeitar, para dignificar esse tempo que eles tiraram, desligaram a televisão e vieram para o circo; para que esse tempo seja um tempo construtivo, divertido na vida deles. E no final, quando esse público reconhece o meu trabalho, o meu esforço e também fica contente eu me sinto realizado. Essa sensação é uma coisa indescritível. E isso me compromete cada vez mais com esse público, me compromete a melhorar meu trabalho, a fazer cada vez melhor, ser mais cuidadoso, mais responsável e ao mesmo tempo me realiza, me diz que eu estou no caminho certo.    

Agenda de maio

postado em 01/05/2014 19:28 por Chico Simões

02 - às 19h – Praça da Integração - Centro na cidade de Ilha Solteira (em caso de chuva o evento será transferido para a Casa da Cultura Rachel Dossi. Praça da Integração s/nº - Centro)

03 - às 19h – Centro Cultural Dr. Braulio Sammarc. Praça Nove de Julho, 150 – Centro na cidade de Penápolis (em caso de chuva o evento será transferido para o CEU - Centro 
das Artes e Esportes Unificados. Rua Manoel Foz, 515 – Aparecida)

04 - às 19h – Praça Dr. Gama na cidade de Birigui (em caso de chuva o evento será transferido para a Quadra Poliesportiva da Escola Municipal "Roberto Clark" - Praça James Mellor, s/nº)

09 - às 19h – Praça da Igreja - Praça Waldemar D’Ambrósio, s/nº - Centro, na cidade de Taquaritinga (em caso de chuva o evento será transferido para o Ginásio Manoel dos Santos e Antônio D’Ambrósio – Av. João Perissinotti, nº455 – Bairro Jardim Taquarão)

10 - às 19h – Praça Francisco Simões, s/nº (Prefeitura Municipal), na cidade de Dois Córregos (em caso de chuva o evento será transferido para o Centro de Eventos – Av. Helcy Bueno Faulin, 620, Jardim Marin)

11 - às 19h – Parque Ecológico – Av. Bortolo Biava na cidade de Matão (em caso de chuva o evento será transferido para o Ginásio de esportes Carlos Alberto Magalhães – Conjunto Poliesportivo Dr. Laert José Tarallo Mendes – Av. Bortolo Biava s/nº.)

16 – Cortejo de abertura FESTNECO - Gama/DF

17 – FESTNECO – 17h

19 a 24 – Teia – Natal/RN

25 – Teatro nos Parques (Brasília)

26/05 a 03/06 – Oficina Instrutor Para Oficina de Teatro de Bonecos: Confecção e Manipulação - Tribo das Artes - 19h30 às 22h30 – Espaço Imaginário (Samambaia)

CONSIDERACIONES DEL COLECTIVO TEATRO PAPALOTE-MATANZAS-CUBA

postado em 15/04/2014 04:22 por Chico Simões



Por su Director General y Artístico René A. Fernández Santana

BRASILIA: UNA CIUDAD MAYÚSCULA
Brasilia es un nuevo planeta, Brasilia sorprende por sus monumentales edificios que casi talan el cielo, Brasilia es el dramatismo y la sensualidad del artista Niemeyer y las señales de luz de sus dominantes pirámides, Brasilia es el revolucionario viento en las descomunales plazoletas y las fuentes lanzando aguas y voces al futuro. Brasilia y su selvático sembrado: la Biblioteca, junto a la Galería de Arte, el Teatro Nacional y la reveladora Catedral. Brasilia y sus ensortijados viales, Brasilia y las huella de su frondosa vegetación y el impacto de su madre tierra roja presente en la visualidad del paisaje, Brasilia y su mezcla racial de pieles en los seres que cantan y danzan en los ritos heredados del Imperio y la República. Brasilia son también los artistas populares del mamulengo que viven y sobreviven del arte de los bonecos en las calles, ferias, parques, teatros, grandes avenidas, escuelas e instituciones. Toda esta contemplación alegórica nos condujo a los titiriteros cubanos al reconocimiento de un gran pueblo y su acervo cultural. 
 XII FESTIVAL INTERNACIONAL DE BONECOS DE BRASILIA-2013
Los propósitos y logística cultural, artística, técnica y social del XII Festival Internacional de Bonecos de Brasilia 2013 se desarrolló con aciertos, reuniendo en diversos espacios de la escena una plural mirada al mundo de los bonecos. Gracias a instituciones como Asociación Ruarte de Cultura, el Teatro Nacional de Brasilia, la Secretaría de Educación y Cultura y la voluntad de los forjadores Ana Zilda Fortes, Ricardo Moreira y numerosas personas que dan apoyo y hacen latente la realidad del maravilloso arte de los bonecos. 
 Agrupaciones del propio Brasil, Colombia, Chile, Italia, Argentina, República Checa, Perú , España y Cuba nos relacionamos en numerosas acciones : como exposiciones, ferias de artesanía, funciones en teatros, espacios alternativos en la ciudad e instituciones y poblados, conferencias, seminarios, talleres, espacios de reflexión y fiestas para compartir con la contagiosa música, cantos y bailes brasileños. El idioma no fue frontera para que los públicos que presenciaron nuestra “Historia de Burros” recibieran el mensaje universal de la lucha del amor frente a cualquier obstáculo. Los titiriteros que animaron esa historia la comunicaron con la alegría y expresión más auténtica del arte de los bonecos. 
El evento enriqueció en todos los participantes la visión multicultural del teatro de bonecos popular del Nordeste, considerado patrimonio del Brasil. El haber podido compartir con maestros representativos que son archivos vivientes y referencia de la cultura tradicional titiritera brasileña fue para todos grato y de gran calor humano. Todos sentimos la fuerte energía de su salvaguarda de la memoria histórica del mamulengo. Este ejercicio del diálogo protagonizó el activo transcurso del evento, solicitando un reclamo a instituciones, ministerios y secretarías de educación y cultura de colaborar con sus presupuestos a los trabajos que se vienen realizando en investigaciones profundas y científicas acerca de la realidad histórica-cultural de los bonecos y el mamulengo, dirigidas por profesionales conocedores y creadores, así como mantener los financiamientos para idearios, organización y economía del próximo XIII Festival Internacional de Bonecos de Brasilia 2014. Declarar la necesaria unidad de esfuerzos por promover, divulgar y difundir culturalmente estas raíces patrimoniales a la educación, la población y otras áreas que integran la cosmología de la identidad socio-cultural brasileña.
EL MAMULENGO VIVE Y SIENTE SU ARTE POPULAR
Apreciando las divertidas, burlescas, paródicas y jocosas representaciones del mamulengo se destaca su insondable raíz popular de feria y contagiosa festividad, donde su dramaturgia original es acompañada por música, cantos, danzas y el sonoro verbo de sus parlamentos y controversias. Es algo extraordinario admirar en sus retablos antiguos o tradicionales, también en el presente, el picaresco carácter de sus personajes populares y la particular artesanía de su diseño, confección y lenguaje expresivo en la animación de los bonecos. Se estima su particular tratamiento de lo popular en su jerga local y la autenticidad nativa en los rasgos figurativos de los rostros de los bonecos, iluminados por colores primarios y planos extraídos de su natural luz, con marcados procedimientos de fuertes perfilados de líneas que nos insinúan las pinturas corporales, de vasijas y objetos de sus culturas indígenas ancestrales. El rejuego ingenuo en el uso de la libertad en las escalas de los bonecos, rompiendo continuamente las unidades de técnicas, dimensiones, volúmenes y anatomías. 
Mamulengo nos sorprendió con el inusitado gracejo de sus bonecos tallados en maderas por diestras manos y almas de artesanos del pueblo. Como los fantásticos edificios de Brasilia, ellos son otros tantos monumentos de una nación mayúscula.




Mamulengo – Puppetry Brazilian style

postado em 14/01/2014 11:05 por Chico Simões

I just got back from an excellent free showing of a Brazilian art called Mamulengo, performed by Chico Simões, which according to the handout,

“…is the most traditional and popular kind of puppet theater in Brazil. Passed along over the centuries by itinerant performers, mamulengo reveals the influence of the Italian Commedia Dell’Arte and African cultural aesthetics. The form is still alive in the Brazilian countryside and in the marginalized outskirts of big cities.”

More specifically, mamulengo is a type of typical puppet from Northeastern Brazil, especially in the state of Pernambuco. The origin of the name is controversial, but it is believed that it comes from mão molenga (soft or floppy hand), ideal for giving life to the puppets.

Chico Simões & Culture Points

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(Source)

Chico Simões is currently the University of Berkeley’s Distinguished Writer in Residence occupying the Mario de Andrade Chair with the support of the Department of Spanish and Portuguese and the Center for Latin American Studies. Chico is a puppeteer, an educator, and the director of a Ponto de Cultura (Culture Point) known as Invenção Brasileira (Brazilian Invention). Sponsered by the National Ministry of Culture, thre are presently over almost two-thousand of these Pontos throughout Brazil. There are also three in the USA, including one in San Francisco (see links on San Francisco). The purpose of the Pontos is to use art forms to effect social change in marginal communities.

Mr Simões distinguishes his art form as traditional (alive and envolving) as opposed to folkloric, which he describes as immune to improvisation (much like a museum display). Mr Simões’ shows incorporate the theatrical language of “Grammelot” that dates back to the 16th century in Italy, and involves a mix of languages, sounds, gibberish and onomatopoeic elements. Since 1983, he has been travelling throughout Brazil, studying, lecturing and giving presentations of mamulengo, in addition to various other traditional forms.

Characteristics

To the folklorist Câmara Cascudo, the mamulengo is the same as the French guignol and the Italian pupazzi. In all of them, there is a cloth in front, behind which hides either one or two manipulators that give voice and movement to the dolls.

The presentations are given in a public square, generally in the outskirts of town during religious festivals, presenting both religious and present-day themes. Mamulengo itself has been practiced since the colonial era, depicting the daily lives of the people in a format which is generally comical and satirical.

Further Info

Videos, Music and More

Music is sometimes played alongside the puppet theater, usually in the style of Forró. See a short video here. As well as being played alongside the theater, sometimes the puppeteers themselves sing, as can be seen here. For a lot more videos and information as well as photos, see this story on Mamulengo, The Theater of Laughter. Recife Guide also has a story on the art form.

BABAU, BRIGUELA, CALUNGA, CASSIMIRO COCO, JOÃO REDONDO, MAMULENGO... O TEATRO POPULAR DE BONECOS NO BRASIL

postado em 14/01/2014 11:04 por Chico Simões


Transmitido através de gerações, ao longo dos séculos por teatristas ambulantes, o Mamulengo como é conhecido em Permambuco, ou Babau na paraíba, ou Joao Redondo e Calunga no Rio Grande do Norte ou mesmo Cassimiro Coco no Ceara, Piauí e Maranhão chegou até os dias de hoje carregando fortes influências da estrutura dramática da Commedia Dell’Arte e combinando ritmos e personagens Afrobrasileiros e indígenas sobrevive ate hoje pelo interior e nos centros populares das grandes cidades.

Ofício repassado oralmente, por convívio, de pai para filho, de mestre para aprendiz, esse teatro popular de bonecos, em sua forma aparentemente simples, revela soluções cênicas originais e engenhosas.

Confeccionados geralmente em madeira e tecido, de aparência rústica, os bonecos são verdadeiros “tesouros da arbitrariedade caprichosa”, sem se tornarem com isso incompreensíveis, pelo contrário, são bastante familiares a qualquer público. 

A música ao vivo, por motivos econômicos em alguns lugares, tem sido substituída pela musica mecânica mas as cenas ou passagens de dança ainda são uma característica marcante no brinquedo. Outro personagem muito presente sobretudo no mamulengo pernambucano é o “Mateus”; um dos músicos ou um ator palhaço (Arrelerquino) tem a função de fazer “pontes” entre os bonecos e a platéia.

Baseada na capacidade de improvisação e no espírito cômico do brincante, cada “brincadeira“ é única. Através da comunicação direta com o público, os temas, personagens e histórias, são constantemente atualizados e adaptados às diferentes situações e platéias em que se apresentam, revelando uma estrutura singular, que permanece em constante estado de transformação mantendo ao mesmo tempo uma estética tradicional, carregando elementos históricos de um teatro milenar e universal.


Mestre Inaldo, Mari - PB (1940-2013)

postado em 31/08/2013 04:25 por Chico Simões   [ 14/01/2014 11:09 atualizado‎(s)‎ ]

Mestre Inaldo de Mari PB! deixou seus familiares, seus amigos, seus fãs, seu público, seus bonecos de babau e foi brincar no céu. 
Em São Saruê onde vive tudo que se imagina...
Quando morre um mestre, além da saudade ele deixa sua arte como uma semente,
mas se o mulungu nasce do chão o babau nasce das mãos de quem o brinca
Quem vai brincar os babaus de Mestre Inaldo?
Inaldo Brincou os bonecos de seu Mestre Antônio Babau mas deixa uma mala de bonecos a espera de quem queira continuar o brinquedo.... A falta de interessados em continuar sua arte é proporcional a falta de apoio governamental aos brincantes.
Outrora centro das atenções populares o babau ocupou as  praças das cidades do interior e os terreiros dos sítios e fazendas mas com a chegada da televisão se viu recolhido a pequenas salas, quintais e raramente é convidado para uma função... Essa difícil situação em que se encontra o Babau se estende para os Brincantes como mestre Inaldo que morreu em situação de completa exclusão social assistido apenas pelos familiares e amigos mais próximos.
É preciso mudar essa situação! O Grupo Boca de Cena http://bocadecenateatrodebonecos.blogspot.com.br/     conhecido defensor do Babau e seus Mestres com apoio da Secretaria de Estado de Cultura da Paraíba vem realizando com muito esforço um trabalho de valorização e fortalecimento do Babau. 
A morte de Mestre Inaldo e de muitos outros anonimos mestres não podem levar de nós a alegria de viver e de brincar os bonecos, por isso a Abtb - Associação Brasileira de Teatro de Bonecos http://abtb-centrounimabrasil.blogspot.com.br/   apoia iniciativas como essa do Boca de Cena cobrando do Estado e dos governantes ações como a que esta em curso coordenada pelo IPHAN  Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional de reconhecimento do Babau e de todo teatro popular de bonecos como patrimônio cultural brasileiro o que nos abrirá uma porta a mais para apoio aos mestres através de políticas de salvaguarda. http://portal.iphan.gov.br/portal/montarDetalheConteudo.do?id=17868&sigla=Noticia&retorno=detalheNoticia 
Tudo para que a partida de Mestres como Inaldo não signifique o fim também do brinquedo de Babau. 
Honrar a herança recebida de um mestre é dar continuidade a sua obra!
Viva o Babau da Paraíba
Viva mestre Inaldo e seus bonecos encantados!

 

Festival Invenção Brasileira 2013

postado em 23/08/2013 10:55 por Chico Simões

Mais de 6 mil pessoas conviveram esses dias de festa e conhecimentos no Taguaparque. O Circo da União ficou armado... Todo domingo as 17h vamos fazer apresentações e outras trocas. A idéia é permanecer no Taguaparque criando um espaço permanente de permacultura popular... e tecnologias colaborativas. 

correio braziliense 06/08/2013

postado em 06/08/2013 20:02 por Chico Simões

Artistas tomam conta das ruas e becos do Mercado Sul em Taguatinga Eles revitalizaram o local que por muitos anos ficou abandonado
A presença do teatro transformou o Mercado Sul em uma referência da cultura: ritmo de mutirão, com encontros, debates e outras atrações (Bruno Peres/CB/D.A Press)
A presença do teatro transformou o Mercado Sul em uma referência da cultura: ritmo de mutirão, com encontros, debates e outras atrações
Se a primeira impressão é a que fica, quem vai ao beco dos artistas do Mercado Sul sai de lá encantado. O colorido das fachadas das casas é único em Taguatinga. Lembra aquelas ruas pacatas de cidade do interior. Música soa pelo lugar durante o dia todo. Entre um trabalho e outro, é possível ver quem faz parte dali arrastar o pé com a melodia. O tempo passa lentamente na rotina desse lugar.

O Invenção Brasileira existe desde 1987, mas o espaço no Mercado Sul tem apenas oito anos. No início, as ruas estreitas eram cercadas por lojas comerciais. Hoje, os artistas tomaram conta do lugar e revitalizaram o local que por muitos anos ficou abandonado. Para Chico Simões, coordenador do espaço de convivência cultural Invenção Brasileira e do festival, o beco é uma grande família cultural.

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Mestre Dico é pioneiro na confecção de instrumentos musicais do Distrito Federal. Já são 70 anos moldando a madeira para dar vida ao som. Tem 20 anos de Mercado Sul e confessa: “Com a vinda do Chico Simões para cá e de tanta gente boa, isso aqui ficou uma maravilha.” As portas estão sempre abertas, é um convite para amigos que passam na rua pararem para ver como anda o trabalho.

Festival Invenção Brasileira 2013 Vem Aí...

postado em 10/07/2013 06:37 por Chico Simões   [ 06/08/2013 20:00 atualizado‎(s)‎ ]

DE 06 A 11 DE AGOSTO


Reinaugurando o velho Ponto de Cultura Invenção Brasileira agora com o nome de CINE TEATRO INVENÇÃO BRASILEIRA.
O FESTIVAL INVENÇÃO BRASILEIRA com apoio do FAC - SECULT - DF mas sem o apoio recebido do SESI nas outras edições, convidará apenas grupos de Brasília e se realizará entre 6 e 8 na sede do Mercado Sul QSB 13 de Taguatinga - DF e de 08 a 11 no Taguaparque.
O FESTIVAL que conta com mostra de filmes, seminário e oficinas privilegiará grupos de culturas populares tradicionais que apresentem obras de domínio público ou de própria autoria.

Mais informações
61-33525054
invencaobrasileira@gmail.com

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