• Belém
    08 a 09 de Novembro

    Praça Amazonas

  • São Luís
    15 e 16 de Novembro

    Praça Maria Aragão

  • Teresina
    22 e 23 de Novembro

    Praça Pedro II

Rede Saúde e Cultura

postado em 18/11/2014 05:16 por Chico Simões

http://www.redesaudecultura.fiocruz.br/sobre.html

A Rede Saúde e Cultura é uma rede sócio-técnica que articula práticas e políticas de promoção e atenção à saúde àquelas de produção, criação e difusão cultural por meio do diálogo entre o Estado, a sociedade civil e a comunidade acadêmica. Nascida de uma parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz e o Ministério da Cultura, tem como objetivo a implementação de ações estratégicas e tecnologias sociais para a integração e fortalecimento das experiências, ações, projetos e iniciativas da saúde e da cultura e sua contribuição e integração com as redes do Programa Cultura Viva, nas práticas de promoção da saúde.

Cultura da Infância

postado em 30/09/2014 05:55 por Chico Simões

Representantes de Pontos e Pontinhos de Cultura, artistas, produtores, pesquisadores, educadores, universitários e gestores públicos e privados presentes no I Fórum Nacional de Cultura da Infância desenvolveram coletivamente uma carta pública com propostas para fomentar a Cultura Infância no Brasil. O evento, que contou com a realização de uma oficina de revisão das metas do Plano Nacional de Cultura (PNC) pelo Ministério da Cultura (MinC), foi realizado nos dias 23 e 24 de setembro, no Rio de Janeiro, como parte da programação do Festival Internacional Intercâmbio de Linguagens (FIL).

A Cultura da Infância reúne manifestações e processos culturais e artísticos produzidos por crianças, adolescentes e adultos, que tenham como objetivo investigar e pensar a infância. Também inclui manifestações que tenham crianças e adolescentes como produtores ou gestores, sejam eles contemporâneos, tradicionais, eruditos, populares ou étnicos, entre outros.

A carta, que será submetida ao Conselho Nacional de Política Cultural (CNPC), traz o resultado das discussões em grupo sobre os quatro eixos temáticos do fórum: tempo, espaço, linguagem e educação. Em cada um dos eixos, foram sugeridas três propostas para o desenvolvimento da Cultura da Infância. Conheça as propostas.

Eixo Tempo

  • Garantir o tempo presente da criança para brincar. Incentivar e estimular os adultos à prática lúdica, para que compreendam e se sensibilizem para o universo da infância.
  • Criar núcleos de documentação e prática da cultura da infância: mapeamento, registro, preservação, valorização, acesso e disponibilização da cultura tradicional da infância (brinquedos e brincadeiras) de todo o país, integrando esse acesso às novas tecnologias.
  • Reconhecer, declarar e assegurar o exercício e o tempo da infância em constante criação e recriação, dando visibilidade e prioridade absoluta à sua cultura.
  • Garantir o compartilhamento e a troca entre as várias gerações e entre os mestres da cultura da infância, detentores dos saberes relacionados aos brinquedos e brincadeiras.

Eixo Espaço

  • Criar, equipar, cuidar, reconhecer e ampliar, de forma continuada, espaços públicos, inclusive virtuais, voltados para a cultura da infância, seguros, saudáveis e acessíveis, que valorizem o brincar livre, a arte e o contato com a natureza.
  • Democratizar o acesso à cultura e a expressão das crianças e adolescentes nos espaços e equipamentos culturais, favorecendo a convivência familiar, comunitária e intergeracional, respeitando a diversidade e as diferenças, valorizando as múltiplas linguagens artísticas e a troca de saberes e fazeres.
  • Criar e fortalecer políticas públicas continuadas de fomento e investimento, em âmbitos municipal, estadual e federal, voltadas especificamente para criar, equipar, manter, reconhecer e melhor aproveitar os espaços existentes (escolas, bibliotecas, museus, teatros, cinemas, Pontos de Cultura, praças e parques, entre outros), e projetos específicos para a criação, manutenção, mobilidade e ocupação dos espaços destinados à cultura da infância, distribuídos por todas as regiões do Brasil.

Eixo Linguagem

  • Garantir diferentes mecanismos anuais de financiamento e estímulo para a criação, produção, manutenção e circulação de produções que tenham a criança e o adolescente como público e agente de cultura.
  • Assegurar que os estados e municípios que aderiram ao Sistema Nacional de Cultura prevejam metas, programas, ações e dotações orçamentárias para a cultura da infância.
  • Criar, reconhecer e apoiar redes nacionais de artistas, produtores, educadores e pesquisadores dedicados à infância, contemplando ações de formação, articulação e intercâmbio, tais como mapeamento de iniciativas, laboratórios criativos, seminários, festivais, mostras, oficinas e residências artísticas em âmbito regional, nacional e internacional.

Eixo Educação

  • Identificar, promover e fomentar ações culturais que reconheçam as crianças e adolescentes como geradores, produtores e gestores de cultura em seus processos formativos (formais e não formais).
  • Garantir processos dialógicos, continuados e transversais de formação em cultura da infância e arte como via de interpretação, significação e entendimento do mundo, para todos os agentes educativos (educadores, mediadores, gestores), contemplando as linguagens das artes, as culturas tradicionais de matrizes africanas e indígenas, as culturas populares, a diversidade biocultural e a acessibilidade.
  • Fomentar a formação de crianças, adolescentes e educadores nas diferentes linguagens da arte, por meio do incentivo a ações curriculares e extracurriculares de fruição e criação artísticas nas escolas e espaços públicos culturais, e do estímulo à continuidade de ações já existentes, de forma a garantir a experiência da arte na infância, em sua diversidade geográfica, histórica e estética.

A Carta do Rio propõe também a criação de metas para o PNC que atendam a criação do Fundo Nacional Cultura Infância, de maneira a garantir a implantação, a realização e o fomento das políticas públicas culturais para a infância. Outra é assegurar que todos os estados e municípios que aderiram ao Sistema Nacional de Cultura (SNC) prevejam metas, programas, ações e dotações orçamentárias para a cultura da infância. Também está nas propostas sugeridas a criação de 100 Centros de Referência Cultura Infância, para onde convergiriam as políticas públicas voltadas à cultura da infância no Brasil.

A oficina foi construída com uma parceria entre as secretarias de Políticas Culturais (SPC) e de Cidadania e da Diversidade Cultural (SCDC) do MinC, com o objetivo de priorizar o acúmulo de demandas oriundas das conferências, fóruns e oficinas de escuta desde 2008.

"O ministério promoveu quatro fóruns e acumulou diretrizes que permitiram criar editais e ações para a infância, as quais, no entanto, ainda não tinham uma participação significativa no PNC. Como estamos revisando as metas, queremos, neste momento, ampliar e garantir as diretrizes e metas para a cultura da infância", destaca o secretário de Políticas Culturais, Américo Córdula.

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cultura




Presépio

postado em 26/09/2014 05:24 por Chico Simões

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

"Presépio', na língua portuguesa, designa o local onde se recolhe o gado ou o estábulo, O presépio é uma referência cristã que remete para o nascimento de Jesus numa gruta de Belém, na companhia de São José e da Maria. Conta a Bíblia que, depois de muito tempo à procura de um lugar para albergar o casal, que se encontrava em viagem por motivo de recenseamento de toda a Galileia, São José e a Virgem Maria tiveram que pernoitar numa gruta ou cabana nas imediações de Belém. De acordo com a mesma fonte, Jesus nasceu numa manjedoura destinada a animais (no presépio, uma vaca e um burro) e foi reconhecido, no momento do nascimento, por pastores da região, avisados por um anjo, e, uns dois anos mais tarde, não na manjedoura, mas na casa de Jesus, por magos (ou reis ou astrólogos, a bíblia não diz se eram três) vindos do oriente, guiados por uma estrela, que teriam oferecido ouro, incenso e mirra à criança.

30 ANOS DE MAMULENGO e outras PRESEPADAS

postado em 31/07/2014 05:05 por Chico Simões

Em 2015 o PRESEPADA comemora 30 anos de MAMULENGO, mas as comemorações começam em novembro de 2014 com uma Exposição na Galeria Olho de água no Bar Faixa de Gaza em Taguatinga - Brasília - DF. Se vc tiver alguma história, uma informação, foto, bonecos, proposta etc... e quiser colaborar com essa exposição mande um email para chico@mamulengo.org.

FACEBOOK

postado em 28/07/2014 06:49 por Chico Simões

CABEÇA DE COCO TEATRO DE BONECOS PR

postado em 28/07/2014 06:45 por Chico Simões

PROJETO CABEÇA DE COCO TEATRO DE BONECOS Um Teatro de Bonecos feitos com materiais recicláveis e que viaja em cima de uma bike, é um dos ganhadores da Seleção Brasileira do Carinho. http://www.careinspirescare.com/br/home

Lei Cultura Viva - Participe da mobilização!

postado em 09/06/2014 10:05 por Chico Simões   [ 09/06/2014 10:26 atualizado‎(s)‎ ]

https://madmimi.com/p/595ee4

Participe da mobilização!

Ligue e mande email para os parlamentares, principalmente do seu estado e os que voce e sua rede tenham diálogo, pedindo empenho na aprovação do projeto da Lei Cultura Viva e Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil.

Entrevista para Encontro dos Povos da Chapada

postado em 09/05/2014 05:05 por Chico Simões   [ 10/05/2014 06:23 atualizado‎(s)‎ ]

O palhaço que brinca com bonecos

Teatro de mamulengos encanta o público de São Jorge e o palhaço Mateus, criado por Chico Simões, diz se sentir realizado com a generosidade do público

por Giovanna Beltrão

Palhaço Mateus em cena: imaginário e realidade misturados Foto: Vivian Scaggiante

Um teatro onde os personagens são bonecos. Mamulengos. Todos eles manejados por um palhaço: Mateus, criação de Chico Simões. Começando sua apresentação às 18h40 desta quarta-feira, 29 de julho, no Espaço Seu Tilú, Mateus provocou risadas e encantamento em crianças, adultos e idosos que foram ver a performance do Teatro Mamulengo Presepada. Durante uma hora, a brincadeira improvisada do palhaço que movimentava os bonecos atrás da cortina prendeu os olhos da plateia no centro do picadeiro. Acompanhado pelo som de um zabumbeiro, um rabequeiro e um triangulista, Mateus usou fatos do cotidiano e o imaginário popular para contar uma de suas muitas histórias.

A plateia já começava a se divertir com as mágicas e piadas do palhaço antes mesmo dos bonecos entrarem em cena. Quando os mamulengos apareceram, o público ficou atento para entender o que viria pela frente. Interagindo com as pessoas que assistiam os bonecos brincarem, Mateus contou a história do vaqueiro Benedito e de Margarida Muito Prazer da Satisfação, um casal que esperava o primeiro filho. No enredo, os personagens Capitão João Redondo, pai de Margarida era contra o casamento da filha; e Tião Pescoção, pai de Benedito estava feliz em ter um neto. O boi Estrela, a cobra Anaconda e a caveira Jaraguá uniam o imaginário popular aos acontecimentos corriqueiros da vida dos personagens.

Após o espetáculo, conversei com o palhaço Mateus, que desmontava sua fantasia, tirava sua maquiagem e voltava a ser Chico Simões enquanto respondia as perguntas. No entanto, o que ficou marcado nessa entrevista foi a alma de um palhaço que se sente realizado a cada vez que brinca com seus bonecos e vê a alegria e o encantamento estampado nos olhos de quem o assiste. Essa conversa você acompanha abaixo.

Mateus, em relação aos bonecos, é você quem os faz?

Não. Os bonecos vêm de muito, muito tempo. Muito antes das pessoas. Eu nem consigo falar sobre os bonecos. O que eu posso falar sobre eles é que quando as pessoas existiram, os bonecos já existiam há muito tempo. E esses bonecos [os dele] também, quando eu nasci eles já existiam, já brincavam muito, já vinham há muito tempo brincando. Eu recebi esses bonecos dos meus mestres e estou brincando com eles. Qualquer hora eu vou parar e eles vão continuar. Então, eu acho que os bonecos podem falar mais sobre a gente do que a gente sobre eles.

E os personagens da história que você contou hoje? Fale um pouco sobre eles.

Os personagens são esse povo "brasileiríssimo". São personagens bem típicos do povo brasileiro e que se envolvem em situações muito parecidas com as situações que o povo vive, tanto nas suas alegrias, nas suas festas, quanto nos seus problemas e nas suas maneiras de procurar resolver os problemas. Eu acho que é por isso que o público se identifica tanto, porque são personagens muito comuns a qualquer público no Brasil. E se estiver fora do Brasil, com certeza os bonecos vão tratar de coisas universais, como a mulher ficar grávida e ter o filho, o casal cuidar de um filho. Em qualquer lugar do mundo o público vai entender isso, vai se identificar.

Havia personagens folclóricos na história, como o boi e a caveira. Como você concebeu essa questão de juntar o real e o imaginário?

Olha, pra mim não é folclórico. Esses são personagens da cultura brasileira. Do mesmo jeito que um dia Shakespeare criou Romeu e Julieta, e eles não são folclóricos; o boi foi criado por alguém anônimo ou pelo povo brasileiro. Então, eles também não são folclore. Para mim folclore é a maneira como o estrangeiro vê o que eu faço. Eu não posso considerar o que eu faço como folclore, o que eu faço é arte, é teatro, é vida. Então não é folclore. Agora, existem personagens que são do mundo da mitologia, do imaginário mesmo. Existem os animais e existem os humanos como personagens, porque na verdade são todos bonecos. Nós estamos falando de mamulengos. Como na nossa vida também existem as histórias que são do imaginário. Nós existimos como seres reais e têm os animais; é como a vida mesmo. Para mim, não existe essa distinção entre folclore e teatro.

E não te preocupa que as crianças tenham medo, por exemplo, da caveira?

Muito pelo contrário. Se as crianças não tiverem medo da morte elas vão morrer. Nós só existimos porque nós temos medo. O medo é que nos ajuda a dar a medida das coisas. O medo é importante, o medo é necessário. O pânico, o pavor não. Isso aí é um problema. Então, se no meio de 500 crianças tem uma que tem pânico, é até bom por que a gente identifica: "Olha, aquela criança está com algum problema". E isso precisa ser tratado. Mas aquele medo causado pela surpresa, esse medo é até divertido. E é importante ter medo. Do mesmo jeito que é importante também ter coragem. Então é uma medida. Eu tinha muito medo de palhaço, de circo, de cigano e de parque de diversões. Quando eu era criança, eu me escondia debaixo da cama quando eu via essas coisas. Ao mesmo tempo, ali tinha um encantamento, uma curiosidade tão grande que depois que eu cresci eu me aproximei e hoje eu amo circo, eu amo ciganos, amo parque de diversões, amo tudo isso.  

O que você faz quando uma criança tem medo de palhaço?

Eu digo: "Muito bem, porque eu também tenho medo" (risos). Eu morro de medo, do Bozo, do Ronald Mcdonald. Desses palhaços pasteurizados aí, eu morro de medo. Isso é triste. Agora, o que é o palhaço? O palhaço, na sua origem, essencialmente, é o lado grotesco do ser humano. Ele é um bêbado, por isso que ele tem o nariz vermelho. A bochecha dele é vermelha porque ele está com frio. As roupas dele são rasgadas, são diferentes: ou apertadas, ou folgadas. Isso porque são roupas de outras pessoas. É o Charles Chaplin, é o vagabundo. O palhaço é um vagabundo. É natural, as crianças podem ter medo dos vagabundos. São personagens que existem e são seres humanos também. O palhaço é como a alma do ser humano. Agora, infelizmente, o comércio se esqueceu disso, da poesia do palhaço, ele foi banalizado. Às vezes, a criança tem medo da máscara, da pintura. Não tem nenhum problema. Eu procuro chegar muito devagar, eu olho o público e vou chegando muito devagar. Às vezes eu faço a pintura na frente das pessoas. Existem várias maneiras de ir amortizando, trabalhando essa relação. Mas é natural ter medo. Não tem nenhum problema não.

E quando você apresenta e as crianças participam, brincam e te aplaudem; você se sente realizado?

Eu me sinto. Porque o público é muito generoso. O povo sai de casa, vem pra um lugar e permite que eu me apresente pra ele. Isso é uma generosidade muito grande da parte das pessoas. Eles  tomam um tempo da vida deles para ver o que eu vou fazer, algo que eles nem sabem o que é. Eles me dão um crédito muito grande. Então, eu já começo agradecendo o público e procuro dar o melhor de mim para não ofender esse público, para não desrespeitar, para dignificar esse tempo que eles tiraram, desligaram a televisão e vieram para o circo; para que esse tempo seja um tempo construtivo, divertido na vida deles. E no final, quando esse público reconhece o meu trabalho, o meu esforço e também fica contente eu me sinto realizado. Essa sensação é uma coisa indescritível. E isso me compromete cada vez mais com esse público, me compromete a melhorar meu trabalho, a fazer cada vez melhor, ser mais cuidadoso, mais responsável e ao mesmo tempo me realiza, me diz que eu estou no caminho certo.    

Agenda de maio

postado em 01/05/2014 19:28 por Chico Simões

02 - às 19h – Praça da Integração - Centro na cidade de Ilha Solteira (em caso de chuva o evento será transferido para a Casa da Cultura Rachel Dossi. Praça da Integração s/nº - Centro)

03 - às 19h – Centro Cultural Dr. Braulio Sammarc. Praça Nove de Julho, 150 – Centro na cidade de Penápolis (em caso de chuva o evento será transferido para o CEU - Centro 
das Artes e Esportes Unificados. Rua Manoel Foz, 515 – Aparecida)

04 - às 19h – Praça Dr. Gama na cidade de Birigui (em caso de chuva o evento será transferido para a Quadra Poliesportiva da Escola Municipal "Roberto Clark" - Praça James Mellor, s/nº)

09 - às 19h – Praça da Igreja - Praça Waldemar D’Ambrósio, s/nº - Centro, na cidade de Taquaritinga (em caso de chuva o evento será transferido para o Ginásio Manoel dos Santos e Antônio D’Ambrósio – Av. João Perissinotti, nº455 – Bairro Jardim Taquarão)

10 - às 19h – Praça Francisco Simões, s/nº (Prefeitura Municipal), na cidade de Dois Córregos (em caso de chuva o evento será transferido para o Centro de Eventos – Av. Helcy Bueno Faulin, 620, Jardim Marin)

11 - às 19h – Parque Ecológico – Av. Bortolo Biava na cidade de Matão (em caso de chuva o evento será transferido para o Ginásio de esportes Carlos Alberto Magalhães – Conjunto Poliesportivo Dr. Laert José Tarallo Mendes – Av. Bortolo Biava s/nº.)

16 – Cortejo de abertura FESTNECO - Gama/DF

17 – FESTNECO – 17h

19 a 24 – Teia – Natal/RN

25 – Teatro nos Parques (Brasília)

26/05 a 03/06 – Oficina Instrutor Para Oficina de Teatro de Bonecos: Confecção e Manipulação - Tribo das Artes - 19h30 às 22h30 – Espaço Imaginário (Samambaia)

CONSIDERACIONES DEL COLECTIVO TEATRO PAPALOTE-MATANZAS-CUBA

postado em 15/04/2014 04:22 por Chico Simões



Por su Director General y Artístico René A. Fernández Santana

BRASILIA: UNA CIUDAD MAYÚSCULA
Brasilia es un nuevo planeta, Brasilia sorprende por sus monumentales edificios que casi talan el cielo, Brasilia es el dramatismo y la sensualidad del artista Niemeyer y las señales de luz de sus dominantes pirámides, Brasilia es el revolucionario viento en las descomunales plazoletas y las fuentes lanzando aguas y voces al futuro. Brasilia y su selvático sembrado: la Biblioteca, junto a la Galería de Arte, el Teatro Nacional y la reveladora Catedral. Brasilia y sus ensortijados viales, Brasilia y las huella de su frondosa vegetación y el impacto de su madre tierra roja presente en la visualidad del paisaje, Brasilia y su mezcla racial de pieles en los seres que cantan y danzan en los ritos heredados del Imperio y la República. Brasilia son también los artistas populares del mamulengo que viven y sobreviven del arte de los bonecos en las calles, ferias, parques, teatros, grandes avenidas, escuelas e instituciones. Toda esta contemplación alegórica nos condujo a los titiriteros cubanos al reconocimiento de un gran pueblo y su acervo cultural. 
 XII FESTIVAL INTERNACIONAL DE BONECOS DE BRASILIA-2013
Los propósitos y logística cultural, artística, técnica y social del XII Festival Internacional de Bonecos de Brasilia 2013 se desarrolló con aciertos, reuniendo en diversos espacios de la escena una plural mirada al mundo de los bonecos. Gracias a instituciones como Asociación Ruarte de Cultura, el Teatro Nacional de Brasilia, la Secretaría de Educación y Cultura y la voluntad de los forjadores Ana Zilda Fortes, Ricardo Moreira y numerosas personas que dan apoyo y hacen latente la realidad del maravilloso arte de los bonecos. 
 Agrupaciones del propio Brasil, Colombia, Chile, Italia, Argentina, República Checa, Perú , España y Cuba nos relacionamos en numerosas acciones : como exposiciones, ferias de artesanía, funciones en teatros, espacios alternativos en la ciudad e instituciones y poblados, conferencias, seminarios, talleres, espacios de reflexión y fiestas para compartir con la contagiosa música, cantos y bailes brasileños. El idioma no fue frontera para que los públicos que presenciaron nuestra “Historia de Burros” recibieran el mensaje universal de la lucha del amor frente a cualquier obstáculo. Los titiriteros que animaron esa historia la comunicaron con la alegría y expresión más auténtica del arte de los bonecos. 
El evento enriqueció en todos los participantes la visión multicultural del teatro de bonecos popular del Nordeste, considerado patrimonio del Brasil. El haber podido compartir con maestros representativos que son archivos vivientes y referencia de la cultura tradicional titiritera brasileña fue para todos grato y de gran calor humano. Todos sentimos la fuerte energía de su salvaguarda de la memoria histórica del mamulengo. Este ejercicio del diálogo protagonizó el activo transcurso del evento, solicitando un reclamo a instituciones, ministerios y secretarías de educación y cultura de colaborar con sus presupuestos a los trabajos que se vienen realizando en investigaciones profundas y científicas acerca de la realidad histórica-cultural de los bonecos y el mamulengo, dirigidas por profesionales conocedores y creadores, así como mantener los financiamientos para idearios, organización y economía del próximo XIII Festival Internacional de Bonecos de Brasilia 2014. Declarar la necesaria unidad de esfuerzos por promover, divulgar y difundir culturalmente estas raíces patrimoniales a la educación, la población y otras áreas que integran la cosmología de la identidad socio-cultural brasileña.
EL MAMULENGO VIVE Y SIENTE SU ARTE POPULAR
Apreciando las divertidas, burlescas, paródicas y jocosas representaciones del mamulengo se destaca su insondable raíz popular de feria y contagiosa festividad, donde su dramaturgia original es acompañada por música, cantos, danzas y el sonoro verbo de sus parlamentos y controversias. Es algo extraordinario admirar en sus retablos antiguos o tradicionales, también en el presente, el picaresco carácter de sus personajes populares y la particular artesanía de su diseño, confección y lenguaje expresivo en la animación de los bonecos. Se estima su particular tratamiento de lo popular en su jerga local y la autenticidad nativa en los rasgos figurativos de los rostros de los bonecos, iluminados por colores primarios y planos extraídos de su natural luz, con marcados procedimientos de fuertes perfilados de líneas que nos insinúan las pinturas corporales, de vasijas y objetos de sus culturas indígenas ancestrales. El rejuego ingenuo en el uso de la libertad en las escalas de los bonecos, rompiendo continuamente las unidades de técnicas, dimensiones, volúmenes y anatomías. 
Mamulengo nos sorprendió con el inusitado gracejo de sus bonecos tallados en maderas por diestras manos y almas de artesanos del pueblo. Como los fantásticos edificios de Brasilia, ellos son otros tantos monumentos de una nación mayúscula.




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